Sejamos mais colombianos, Brasil!

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A discussão hoje é se o presidente Michel Temer vai ou não até o estádio  da Chapecoense. Se será vaiado ou não. Esse nosso país está mesmo todo errado. Quando as pessoas vão se tocar que não se trata de partido político ou qualquer outra coisa que não seja a solidariedade? Fosse Dilma, Temer, FHC, Jânio Quadros ou Marechal Deodoro. O que menos importa é a figura do presidente da República, mas o velório de pessoas queridas, que morreram de forma trágica e que receberam todo o carinho do povo colombiano.
Temer deveria ir até o velório. É missão de um presidente prestar solidariedade, estar presente e dividir a dor. Fosse ele humilde, pouco se importaria para a imagem e para o que pudesse acontecer (ser vaiado por 22 mil pessoas) e estaria lá de corpo presente na Arena Condá. Pior foi pedir para que as famílias fossem até ele no aeroporto. Por que  raios deveriam?
Se alguém vai a um velório para vaiar outra pessoa, ele não está lá pela dor da perda de entes queridos, mas pelo fato político. Será que não somos capazes de nos tocar diante de um fato como esse? Será que o Fla e o Flu são mais importantes do que a vida? E foram 71 vidas! Não aprenderemos nada com as manifestações dos colombianos? Não se trata de política. Se trata de solidariedade. Como teve a mãe do goleiro Danilo. Se trata disso aqui abaixo:
 
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Tragédia ou assassinato?

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Ainda devastado pela tragédia do vôo da Chapecoense, resolvi escrever para dividir com vocês o que não seria possível no Twitter. Depois de ouvir vários especialistas em aeronaves tratando do assunto, me parece tão claro quanto absurdo, ter havido uma pane seca na aeronave. Já sabemos que havia reclamação a respeito de o comandante, e não por acaso dono da companhia, voar sempre no limite do combustível e que por isso costumava fazer escalas de reabastecimento.

Tratava-se de uma empresa de um único avião, sim, apenas e tão somente um. É como se você comprasse o seu “brinquedinho milionário” e decidisse sair por aí levando vidas para lá e para cá. Qual a segurança? La garantia “soy yo”, neste caso, Miguel Alejandro Murakami, o comandante e sócio-presidente da Lamia. Alguém aprovou. Alguma ANAC sul-americana disse que ele podia fazer esse serviço.

Agora, mesmo que um órgão estatal o libere para cruzar o céu e ainda que o cidadão seja o melhor aluno da classe no curso de pilotagem (não sei se foi o caso), o que leva alguém a indicar essa “companhia aérea” a transportar delegações inteiras irresponsavelmente para lá e para cá? Isso é o que me intriga. Quem indicou a Lamia para a Associação de Futebol da Argentina, para a Chapecoense e para outras tantas equipes de futebol? Por que essa micro-empresa recebeu o apoio de alguém para ser oferecida a times e confederações? Pois se tudo o que se leu e ouviu até agora for comprovado, teremos de deixar de tratar o caso como tragédia e passar a chamá-lo de assassinato em massa.