Roger não acreditou na própria capacidade

roger

O pedido de demissão do Roger junto ao Grêmio foi um banho de água fria no dia do aniversário do clube gaúcho. Ninguém por lá queria isso mesmo com os seghuidos tropeços. Confesso que a mim também decepcionou. Todos sempre pedem pela continuidade de trabalho a longo prazo, uma equipe te oferece isso, banca a permanência e você larga quando faltam 13 jogos com a justificativa de que o seu “melhor já não era mais o necessário”!

Cabia a Roger, neste momento, buscar uma solução nos seus conhecimentos, uma saída para os problemas criados desde que Giuliano foi vendido e o time passou a jogar mal. Me assusta ver que nossos treinadores aparentam ter pouco repertório para a hora da crise. Trabalhar quando tudo vai bem é fácil. Com o pedido de demissão, após 16 meses de Grêmio, ele transfere a responsabilidade ao clube e a um outro profissional.

Fica a pergunta: será que o elenco do Grêmio é para ir além do G5? O zagueiro Geromel disse que não tem time para pensar em título. Será que não falta a Roger um pouco mais de bagagem para assumir um clube tão grande? Eu acho que o time alcançar o G3 seria uma caminhada de superação, mas sem Roger, nem o G4 pode ser alcançado.

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A fila do “não” andou mais rápido

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Entre todos os nomes pensados pelo Corinthians, o clube ouviu três “não, obrigado”, um outro disse que “adora o Corinthians”. Eduardo Baptista, Fernando Diniz e Roger optaram pela manutenção do trabalho em suas equipes. Certamente, nesse momento, não estariam na fila de técnicos que bateriam na porta corintiana como pretenciosamente disse o presidente Roberto de Andrade, ontem à tarde.

O clube, por tudo o que representa, é o sonho de consumo de vários treinadores. O problema é quais treinadores estão na fila de pretendentes ao cargo. Oswaldo de Oliveira não escondeu o amor pelo time que lhe deu a primeira oportunidade e o maior título, o de campeão do mundo em 2000. Deu a impressão de que está nessa fila, mas, aos 65 anos, se discute muito se está atualizado com o futebol, se daria liga com o grupo atual. Estar empregado no Sport não pareceu ser um empecilho. Primeiro porque a campanha no time pernambucano é ruim e se mantiver a fase, Oswaldo não deverá ter vida longa no Recife. Segundo que, já se sabe, o Corinthians não tem pensado apenas em treinador desempregado.

Entre os “sem salário” está Diego Aguirre. O uruguaio deixou o Atlético Mineiro depois da eliminação na Libertadores e pode ser uma boa aposta se identificarem dentro do elenco corintiano uma vocação para jogar com transição mais rápida, de mais bolas longas, depois de uma compactação forte sem a bola. Isso difere da herança deixada por Tite, uma equipe que procurava tocar a bola e envolver com ultrapassagens e triangulações.

Mais do que contratar um treinador novo, é preciso antes entender o elenco que tem e ver como pode funcionar. Contratar o substituto de Tite por contratar, é encher lacuna e gastar dinheiro. A definição do técnico é essencial para o sucesso de um time e não pode ser decidido apenas pelo gosto de quem chama para conversar. Pior será se for apenas pela presença na fila da porta da esperança.