O que será esse misterioso GCCor

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O Corinthians anunciou no fim da noite de ontem a criação do GCCor, um grupo de 19 empresários de companhias multinacionais ou líderes de segmentos no mercado que vão auxiliar o clube na captação de novos negócios. A divulgação da notícia gerou curiosidade entre os torcedores, alguns até puxando pela memória e vendo alguma semelhança com o GAP, dos anos 90. Não é bem assim.

A tentativa de 1996, durante a gestão de Alberto Dualib, tinha homens do mercado financeiro. O atual é mais amplo. São sobretudo corintianos com carreiras de sucesso em ramos que vão do automobilístico, telefonia, alimentação, agências e veículos de comunicação. Não se conheciam a ponto de usarem crachás de identificação.

 

Eu participei da criação dessa ação e vou dividir a experiência com vocês. O presidente Roberto de Andrade contratou uma agência de comunicação para administrar essa aproximação com o mercado. Foi ela que arregimentou todos os participantes do grupo. Eles vão ajudar o Corinthians gratuitamente, buscando soluções para os problemas e através de seus relacionamentos, tentar trazer novas possibilidades de negócios. Pode ser um patrocínio master, pode ser um simples ação de marketing no clube. O leque está aberto.

A primeira reunião aconteceu no fim de maio, em um restaurante paulistano. Foi uma apresentação dos participantes. Foi levantado um pedido para que mantivessem os nomes em sigilo e aí, com a divulgação de ontem, surgiram especulações. O que posso dizer é que não é formado por aquelas figurinhas carimbadas. São pessoas que provavelmente já trombaram com vocês nas alamedas da Arena Itaquera e que você não se deu conta de quem se tratava por prezarem o anonimato. Também não tem a presença de nenhuma pessoa ligada a área de futebol fora do clube. Agentes de jogadores? Nem pensar.

Eu havia sido contratado para ser o gestor, diretor de comunicação, gerente, fosse lá o nome do cargo que me dariam. Não fiquei. Saí logo depois da primeira reunião. Não porque não acreditasse no projeto, insisto, pode ser bom para o clube, mas porque embora o nome seja Grupo de Comunicação do Corinthians, ele tem muito mais a ver com a área de Marketing do que com a de Comunicação. Não vi sentido em continuar sem uma função que fosse além de um “porta-voz”, função agora designada à Deia Gorayeb (aí um primeiro nome vazado). Querem um segundo, o do secretário de esportes da Prefeitura, Jorge Damião, único político do grupo.

Haverá dificuldade. Para avançar, o GCCor terá que entrar nas ações do departamento de Marketing e isso, até alguns dias atrás, ainda estava mal conversado. Diga-se, o diretor da área no clube não pôde comparecer na primeira reunião por ter outro compromisso naquela noite. Pode se sentir traído, passado para trás e ele é uma perda porque conhece bem o mercado publicitário. Roberto terá que afinar essa tabelinha entre a agência contratada e o Marketing do clube.

Quanto aos resultados, até quando estive incluído no grupo de e-mails, vi um primeiro movimento no sentido de trazer um investimento ao Corinthians. Um amigo de um participante estaria interessado em fazer uma ação no clube. É assim que vai funcionar. Ao menos até fevereiro quando encerra o mandato da atual gestão. Se vai seguir, só o próximo presidente decidirá.

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Vice-presidente do Corinthians anuncia candidatura nas redes sociais

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O vice-presidente do Corinthians, André Luiz de Oliveira, soltou a voz em meio a mais um dia de exercícios. Conhecido como “André Negão”, entre uma pedalada e outra, e feliz pelo time ter mantido a liderança do Campeonato Brasileiro, disparou a informação de que será candidato, ao que tudo indica, para as eleições presidenciais do clube em fevereiro do ano que vem.

André se coloca como candidato a candidato há tempos. O problema é a rejeição dentro do próprio grupo a que pertence. Ele se achava o nome a ser escolhido antes mesmo de Roberto de Andrade. Preterido, ele teve que recolher suas ambições e agora, quando o grupo da Situação não apresentou nenhum nome, se adiantou e avisou em vídeo no Instagram.

O futuro candidato, se confirmado, já teve seu nome ligado à planilha de propinas pagas pela Odebrecht. A empreiteira diz ter dado R$ 500 mil a um codinome “Timão”, que para a Polícia Federal seria André. Na ocasião, em que teve sua casa revistada e foi levado a depor, André negou qualquer recebimento de dinheiro e acabou detido por porte ilegal de arma, sendo liberado só depois de pagar fiança.

Roberto de Andrade tem dito que não irá interferir na sucessão. O grupo tem ainda Andrés Sanchez, que vive a dúvida de tentar voltar à presidência do clube ou se manter como candidato à deputado federal por mais um mandato. Pela oposição, o nome forte ainda é de Roque Citadini.