Um mistério chamado Marlone 2

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Marlone está fora até da concentração. O empresário dele diz que não negocia uma saída com nenhum outro clube. O Corinhtians também não abre mão do jogador. O problema é que a comissão técnica abriu mão. O jogador não serve nem como opção de banco, enquanto Lucca e Rildo, que atuam na mesma faixa de campo, no mesmo lado, com a mesma perna, estarão juntinhos ali na suplência. Talvez Marlone não treine nada e mereça ser afastado até da concentração, mas seria bom que o treinador viesse a público para explicar. E se for isso, repasse-o, deixe-o ser feliz em outro clube.
Aliás, algumas coisas me chamam a atenção nesse recente Corinthians dos últimos 30 dias. Frases que não se diziam mais para a Imprensa, voltaram a ser ditas, e que, cá entre nós, soam como algo muito antigo. Entre elas, “”readquirir ritmo de jogo”. Foi assim que Cristóvão Borges explicou a entrada de Elias no segundo tempo do clássico, domingo passado. Está escrito em qualquer manual do futebol moderno, que ritmo, hoje em dia, se adquire em treino porque este deve ser forte como jogo. Treino é jogo e jogo é treino. Assim era com Tite, mas, ao que parece, agora deixou de ser.

Um ano para acabar com o incômodo jejum

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Está longe, falta muito, mas a temporada 2016 está prometendo acabar com uma longa fila. Disputado um terço do Brasileirão, apenas seis pontos separam o líder Palmeiras do sétimo colocado, Atlético Mineiro. O que os dois têm em comum além da boa fase? O jejum de títulos nacionais. Tudo bem que só nesta década o Palmeiras ganhou duas vezes a Copa do Brasil e o time mineiro fez uma inesquecível festa para o título da Libertadores de 2013. Mas os dois sonham em voltar a botar a mão na taça que não vêem há décadas. E bota décadas nisso!
A fila atleticana é a maior desde que o Campeonato Brasileiro começou a ser disputado com este nome em 1971. Foi o campeão daquele ano com um time dirigido pelo então jovem e ex-jogador Telê Santana. Depois disso foram cinco vice-campeonatos. Com elencos fortíssimos como o de 1977, com Cerezo, Marcelo e Reinaldo. Bateu na trave em 1980 diante do incrível Flamengo de Zico e já na era de pontos corridos, duas vezes, sendo a última no ano passado. Já são 45 anos e o agora dirigido por Marcelo Oliveira vive o melhor momento da competição com quatro vitórias seguidas e 12 pontos conquistados.

 

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Embalado, aparece como o time que pode bagunçar a ponta do campeonato. O Atlético pode tirar proveito da fase irregular do clube que detém a segunda maior fila: o Internacional. O título de 1979 foi invicto e o último. Esse ano dava a impressão de que chegaria forte, mas nos últimos cinco jogos tem oscilado muito. São três derrotas. Deixou a liderança e está na quarta posição, a última que dá vaga para a Libertadores. A torcida acredita que depois de bater na trave quatro vezes, esse seja o ano colorado de acabar com a escrita que dura 37 temporadas.
Entre todos os sete times, o Palmeiras é que vem animando mais seus torcedores. Líder, com três pontos de vantagem sobre o segundo colocado e sem dar chance aos adversários em casa. Sete jogos, sete vitórias. Esse elenco não é tecnicamente igual ao de 1994, de Edmundo, Evair, Rivaldo, Cesar Sampaio, mas dá a sensação de que não fará como o de 2009 quando o clube liderou por várias rodadas e no terço final da competição começou a fazer água a ponto de sequer se classificar para a Libertadores.
O desafio é longo, uma ansiedade interminável. Até dezembro, muitas mãos serão esfregadas, seguidas da frase: “esse ano vem”. E pela bola que estão jogando Palmeiras e Atlético, não dá para dizer que as chances não são grandes e a fase animadora.

O Palmeiras manda no campeonato

Palmeiras caminha a passos fortes e rápidos rumo ao nono título brasileiro. Está jogando com consistência e com excepcional aproveitamento em sua casa.

Taticamente é outro quando se compara com o Paulistão ou Libertadores. Cuca vem cumprindo a promessa de fazer um time que brigue pelo campeonato. Mais que isso, é hoje o de melhor futebol.

Não bastasse a tática, menino Gabriel está jogando muita bola! Se encaixou nesse estilo de jogar e mesmo desperdiçando algumas chances claras, vem sendo decisivo e matador na arrancada do primeiro turno. Olhando menos para a tabela e mais para o campo, o Brasileirão parece ter dono.