Só Roberto quer Oswaldo para 2017

()  SPO

Sabe quando o grandão da rua chega e diz: sou eu contra a rapa? Pois bem, é assim que Roberto de Andrade se comporta no futebol do Corinthians. Presidente, dono de todos os poderes no clube, é ele que segura o técnico Oswaldo de Oliveira no cargo. Ele contra todos (a rapa).

Hoje, o treinador participou do planejamento para o ano que vem como se nada tivesse acontecido no Campeonato Brasileiro. Sem conseguir a vaga na Libertadores, o clube passou o dia em reunião e Oswaldo deu seus pitacos sem restrições.

Dentro do departamento, porém, ninguém banca o técnico em 2017. A pressão é grande pela troca e Roberto precisa do apoio dos conselheiros corintianos para ter paz no comando do clube. Para isso, pode abrir mão do seu técnico preferido pela estabilidade política.

Sobre reforços, negócios em andamento, isso pode ter novidade até sexta-feira. Já dispensas, sabe-se que Oswaldo foi informado que Rildo será devolvido à Ponte Preta. Além disso, Romero sai se receber proposta  e Marquinhos Gabriel vai voltar em janeiro, mas sabendo que não está agradando.

Anúncios

Porque o Corinthians não merece a Libertadores

()  SPO

É claro que o torcedor fica zangado e não vai torcer jamais contra o próprio time, mas acho que ele entenderá o meu raciocínio. A Conmebol deu uma tremenda ajuda aos clubes brasileiros ao aumentar o número de participantes na Libertadores. Os mexicanos deram outra força ao avisar que não querem mais jogar a competição. E tem ainda a chance de o Atlético Mineiro ganhar a Copa do Brasil e abrir uma vaga a mais.

Vejam o tamanho das chances das equipes que estão fora do G4. Para jogar o principal campeonato do continente, basta uma campanha de 50% dos pontos. O Corinthians não tem isso. Não consegue ter. Aliás o que o atual campeão brasileiro tem hoje?

Um elenco pobre tecnicamente, desmanchado ao longo da temporada e de difícil de ser remontado em pouco tempo. SDarronco, esse jogo dá sono. e pensar em projeto 2017, quem você manteria entre os titulares? Walter, Fagner e Uendel, no máximo. Não há zagueiros, nem meio-campo, muito menos ataque. Giovanni Augusto, Marquinhos Gabriel, Marlone, Camacho, Guilherme, até mesmo Vagner, que vai ser anunciado. Todos são jogadores vagalumes, que acendem em um dia e apagam em outros.

No banco, um técnico que tem demonstrado pouca atualização. Teve tempo para treinar e… nada aconteceu. A cada rodada se vê uma equipe sem imaginação, sem organização tática, sem objetivo. Oswaldo de Oliveira assiste ao jogo sem se mexer, sem tentar uma reação, passivamente. Será ele o técnico para levar o grupo além da fase preliminar na Libertadores? Esse treinador, esse grupo, essa filosofia?

O Corinthians com o elenco atual só não luta para ficar na primeira divisão porque teve um começo com Tite no comando e, com Elias, Felipe e Bruno Henrique, pôde ficar no G4 no primeiro turno. A campanha do returno é de equipe rebaixada e é essa a realidade corintiana. Por tudo isso, e pelo que virá, o torcedor deveria entender que o Corinthians não merece ir para a Libertadores e isso pode fazer bem lá na frente. Vai doer? Mas passa.

Tite não era primeira opção em 2010

tite

O tempo sempre serve para apagar algumas lembranças. Ainda mais quando se preenche esse espaço com conquistas. Muitas. O vitorioso Tite, aquele que virou lenda dentro do Corinthians, que hoje aparece como “o cara” que vai levar a Seleção de volta ao topo, poderia ter tido outra vida caso Carlos Alberto Parreira tivesse concordado em voltar a ser técnico de futebol em 2010.

O campeão do Tetra foi o primeiro nome sondado por Andrés Sanchez logo após a demissão de Adílson Batista no Corinthians, lembram-se? Mas Parreira optou por seguir carreira como coordenador, cansado do dia-a-dia dos treinos em clubes e seleções. Tite estava no futebol árabe e depois de sair do Corinthians em 2005, andou por Atlético Mineiro, com participação na campanha ruim que derrubou para a Segunda Divisão, depois, Palmeiras, e só teve um bom trabalho no Internacional, entre 2008 e 2009. Mas era um nome que ainda trazia desconfiança no pacote.

A mesma que hoje se tem com a chegada de Oswaldo de Oliveira. Com passagens razoáveis, mas interrompidas recentemente, ele ganhou um brinde. Dirigia um time que luta para não cair e seu trabalho agora será em um clube que busca vaga na Libertadores. Uma escolha questionável, sem dúvida. Porém, por mais que a decisão não tenha sido democrática, pois valeu apenas a opinião do presidente do clube, a verdade é que só o tempo poderá dizer se o novo técnico vai ou não melhorar o futebol da equipe.

Oswaldo abafa briga covarde de Vílson

oswaldo

Ainda aturdidos pelo soco desferido por Vílson em Marciel, no treino da manhã, os corintianos não conseguiram reagir à notícia que pôs Oswaldo de Oliveira no cargo de técnico do clube. A contratação foi uma vitória com as digitais de Roberto de Andrade que adora o futuro-ex-treinador do Sport Recife. Ele chega pressionado por levar o time à Libertadores do ano que vem e deve agradecer à tabela que terá na provável estreia diante do lanterna América Mineiro.

A tarefa de Oswaldo é difícil por vários motivos. Vai encontrar um elenco desmobilizado, praticamente entregue à sorte. Um grupo em que  o respeito ao colega vai até levar um totózinho por trás. Aí, você pode se virar, dar um tremendo soco no rosto do outro e tudo bem. O treino vai seguir como se nada tivesse acontecido, sem ninguém ser expulso, punido e tudo será arrumado com um abraço e pedido de desculpas.

Outro problema é tático. Arrumar um modo que faça funcionar as qualidades dos jogadores. Aí, esbarra na dificuldade técnica: o elenco é muito limitado. Mas times limitados bem organizados, as vezes, conseguem resultados razoáveis no futebol brasileiro. Para levar ao sexto lugar no Brasileirão, está de bom tamanho.