Juiz errou, mas o Nacional foi melhor

 

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O torcedor do São Paulo foi dormir irritado com o juiz chileno Patrício Polic e com razão. Ele realmente errou ao não marcar um pênalti em Hudson no último minuto do primeiro tempo. Naquela altura, estava tudo 1 a 1 e se a infração fosse marcada, o time brasileiro teria a chance de virar o jogo na frente.

Ficaria faltando todo o segundo tempo para marcar mais um e ir para a final. Mas para quem tinha que vencer por três gols de diferença, ele voltou a apresentar a fragilidade técnica. Suas melhores e únicas oportunidades foram em duas bolas levantadas na área colombiana. A primeira, Calleri encobriu o goleiro Armani, e na segunda, o atacante, e artilheiro da Libertadores, acertou o lado externo do travessão.

E ficou nisso. O Nacional abusou da variação de jogadas. Fez o gol de empate com bola longa enfiada nas costas de Lugano. Borja, que já havia feito dois gols no jogo do Morumbi, tocou cruzado, sem chance de defesa. Além disso, Marlos perdeu dois gols dentro da área com jogadas esticadas na avenida Mena. O lateral não aguentou o ritmo da partida e os colombianos exploraram ali o tempo todo.

Na segunda etapa, o São Paulo voltou frio. Trocou passes sem criatividade. Reclamou de um pênalti que eu também não marcaria. Para mim, foi bola na mão. E viu o melhor time da competição envolver os brasileiros e controlar o placar. Criou outras 3 ótimas chances e fez o gol da vitória num pênalti existente. Carlinhos pulou com braço aberto, no língua da arbitragem, “atacou a bola”. Borja bateu muito bem. 2 a 1.

As expulsões de Lugano e Wesley foram consequência de quem sabia que não tinha mais chances. O São Paulo foi longe demais, se esfarelou ao longo da parada entre as quartas de final e as semifinais e agora vai pensar no Brasileirão, enquanto o Nacional espera pelo adversário.

 

São Paulo corre atrás de Nico Lopez

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O atacante uruguaio Nico Lopez já esteve em várias listas de reforços de clubes brasileiros. Nesta semana, o nome dele surgiu outra vez e, segundo a imprensa do Uruguai, agora o interessado seria o São Paulo. “Ouvi dizer que eles fizeram uma oferta, mas não sei se chegou.” O jogador pertence à Udinese, da Itália, e avisou publicamente que não pretende deixar o Nacional, de Montevideu. “Não estou contente em sair agora, quero deixar o clube quando for campeão.”

O contato com o time italiano é feito através do agente Pablo Betancour, que teria comunicado a intenção de Lopez em permanecer no futebol do seu país. Além do São Paulo, Nico já esteve na lista do Internacional, Corinthians e Atlético Mineiro. Ele disputou a última Libertadores, quando eliminou o time corintiano em Itaquera e depois perdeu a vaga para as semifinais diante do Boca Júniors.

Hoje é dia de se respirar São Paulo F.C.

O são-paulino já tomou as timelines das redes sociais. São fotos, frases de efeito e afeto ao clube do coração. Ele respira a partida contra o Nacional, de Medellin, como quem toma o último ar puro. Não há brechas para pensamentos negativos.

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Os últimos anos foram muito duros a ele. O torcedor do São Paulo, tão mal acostumado a vitórias, viu a história mudar. Nas últimas oito temporadas, teve que se contentar com um Sul-americano e nada mais. Onde se vendia organização, agora tem sopapos, registros policiais e presidentes depostos. Viu a cidade receber estádios modernos e o querido Morumbi deixado de fora da Copa do Mundo. Seus rivais ganharam títulos nacionais e internacionais. Enquanto isso…

Enquanto isso são-paulino, seu time foi ganhando forma e de um jeito argentino. Edgardo Bauza chegou em janeiro para dar uma cara a quem não tinha identidade. Começou acertando a defesa, descobriu Maicon como líder do grupo. Por cima, por baixo e no cara a cara. O São Paulo ganhou um capitão.

E foi com muita conversa que o treinador fez a maior contratação: trouxe de volta o futebol de Paulo Henrique Ganso. Fez o meia acreditar que era possível voltar a jogar bem e o convenceu a ficar próximo da área, chutar mais a gol. Para a tristeza são-paulina, o seu melhor jogador estará fora do confronto das semifinais. Perde em acertos de passes, conexão meio-campo/ataque, mas quem quer ser campeão da Libertadores precisa ter mais opções. Ítalo será o escolhido. “De outra forma, teríamos que usar jogadores muito jovens”, antecipou o treinador.

A sintonia fina do vestiário do São Paulo foi passada com muita conversa. Paton conseguiu convencer a todos que, a seu modo, se poderia chegar a algum lugar. O time comprou a ideia e foi se montando. “Alguém pode não gostar, mas temos sim um jeito. E os atletas sabem como devem jogar. Tivemos momentos muito difíceis e a equipe demonstrou personalidade e identidade muito clara, por isso estamos hoje entre os 4 melhores.”

E será desse jeito que o São Paulo pretende seguir adiante na Libertadores. Hoje é dia de você tomar as arquibancadas do Morumbi para ver o time de Bauza: “A equipe vai deixar a vida para deixar todo são-paulino feliz.”

 

 

 

 

Bauza e Rueda voltam a se encontrar

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Eles nunca trabalharam juntos, mas Edgardo Bauza já ajudou, e muito, Reinaldo Rueda. O hoje técnico do São Paulo forneceu vários jogadores ao então treinador da Seleção Equatoriana. O argentino dirigia a Liga Deportiva Universitária, de Quito, time que já fizera ser campeão da Libertadores em 2008, e que reassumiu na volta do futebol árabe, em 2010.

Foi nesta época que encontrou Rueda no comando da seleção do Equador. “Conversávamos muito, trocávamos ideias. Sei como ele sabe montar seus times e como gosta de jogar. Por isso sei das dificuldades que teremos”, analisou Bauza.  O Nacional, de Medellin, perdeu apenas um jogo na Libertadores e chamou a atenção especialmente na primeira fase. Se classificou para as semifinais de maneira épica contra o Rosário Central e veio a São Paulo apenas sem Copete, do time titular, negociado com o Santos.

Para combater as armas colombianas, o técnico do São Paulo trabalhou para ter um time que tenha inteligência na hora de ser ofensivo, sem deixar espaços para o contragolpe. “Tem que atacar, mas atacar bem. Jogaremos contra uma equipe que sabe o que faz com a bola. Sabe compactar. Não podemos ter erros, eles te custam caro e te deixam de fora de torneios como a libertadores.”