Se não quiser passar apuro, Corinthians deve mudar roteiro de 2011

CAMPEONATO BRASILEIRO 2017 GREMIO X CORINTHIANS

A primeira lembrança do torcedor corintiano nestas primeiras dez rodadas do Campeonato Brasileiro tem sido a repetição da campanha da arrancada para o título de 2011. Foram dez jogos, 30 pontos disputados e 26 conquistados. Até aqui, tudo certo. Time invicto, melhor defesa, mas se o elenco repetir a sequência de seis anos depois, terá muitos problemas pela frente e perderá a gordura que construiu até aqui.

Vale recordar. O Corinthians modelo Tite 2011 recebeu o Cruzeiro no Pacaembu na rodada 11 e perdeu por 1 a 0, gol de Walysson, de longe. Emendou uma segunda derrota para o Avaí, em Florianópolis e se desequilibrou até o fim do primeiro turno. Foram apenas três vitórias nas últimas nove partidas, quatro derrotas e dois empates.

A margem de distância atual é razoável se o Corinthians mantiver o rendimento. O jogo de domingo contra o Botafogo será em casa como foi contra o Cruzeiro naquela ocasião. Não só o time carioca ainda sonha em chegar ao título, como Palmeiras e, principalmente, o Flamengo estão de olho nesse resultado. Fazem campanhas de recuperação e contam com os tropeços corintianos para brigarem como o Vasco fez em 2011.

Fábio Carille estava na comissão técnica naquela ocasião e avisou ontem que “não vai deixar a euforia tomar conta do elenco”. Esse passou a ser o segundo desafio do treinador. É manter o foco como foi até agora, não deixar a soberba tomar conta a ponto de comprometer o que foi feito até aqui e tirar o que de melhor o Corinthians conquistou este ano: a confiança.

O melhor é o Corinthians. Simples assim. Até aqui. 


Líder com 26 pontos ganhos, quatro à frente do vice, o Grêmio, dez em relação ao Palmeiras, terceiro. Um time que não perde há três meses, com time titular, reserva, misto. Vencedor de quatro jogos fora de casa e só não ganhou o quinto por conta de um gol mal anulado. O que mais esse time do Corinthians precisa fazer para provar que é o melhor time do Brasileirão nestas dez rodadas?

Incrível a capacidade de achar pelo em ovo de muitos da Imprensa. Já escrevi isso aqui no ano passado. O Palmeiras voava e mantinha a liderança, mas o time que dava gosto de ver era o Flamengo. Foi assim na maior parte da competição até a hora que o título veio para o clube paulista. E a “crônica” ficou com cara de espanto!!!! No ano anterior já havia sido da mesma forma. O Corinthians liderava mas o time do momento era o Atlético Mineiro. O resultado até quem não sabe já pode imaginar. 

Esse ano, a equipe elogiada era a do Grêmio. Invicta “com o time titular”, sem levar gol em Porto Alegre e apontada como favorita para o encontro desse domingo. O Corinthians fez uma partida espetacular no sistema defensivo, compacto, com duas linhas de quatro, anulou o principal jogador gremista e soube ser objetivo com a bola. Deu duas estocadas e na segunda Jadson meteu o gol da vitória. O gol de mais uma. A oitava na competição. A quarta rodada seguida sem levar gol. Não desprezem a capacidade tática desse grupo. Pode até não ser campeão, mas está cada partida mais longe de ser a quarta força do Estado. 

Minha Seleção do Campeonato Brasileiro

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Fim do Campeonato Brasileiro, tempo de rescaldos, análises e da Seleção da competição. Claro, teremos divergências aqui ou ali. Vou tentar justificar meus votos, posição por posição, mas você tem todo o direito de discordar. Já adianto que a base é muito verde-e-branca. Você pode dizer que o a temporada foi muito disputada e foi mesmo. Quem olha a classificação final e nota que entre o Palmeiras campeão e o Santos, vice, foram nove pontos de diferença, pode até pensar o contrário. Mas um olhar apurado vai ver que quando faltavam oito rodadas para o fim, a diferença entre o líder e o Flamengo era de apenas um ponto. Até aquele momento, nenhum clube tinha aberto mais do que 3 de vantagem.

A reta final foi brilhantemente administrada pelo Palmeiras. A missão foi facilitada na 31ª rodada, quando ganhou do Figueirense e o Flamengo perdeu para o Internacional. A distância pulou para quatro pontos e nunca mais diminuiu. Só cresceu. O campeão pode não ter aberto folga contundente, mas foi absolutamente dominador. Em 38 rodadas, liderou 29 e desde o último jogo do primeiro turno, tomou a ponta e não deu chance a mais ninguém.

Talvez isso explique minhas escolha pelo nome de CUCA como o melhor técnico do campeonato. Reconheço o que fez Dorival no Santos, que mesmo com perdas no elenco soube repor e manter o nível da equipe. Porém, o trabalho de Cuca chamou a atenção pela qualidade. Soube trabalhar a cabeça do elenco, passar suas ideias. Fez a equipe jogar bonito quando podia, e ser decisiva quando chegou a hora de levar o Campeonato. Variou jeitos de jogar, apresentou repertório e o resultado está aí para qualquer um ver.

Vamos ao time:

GOLEIRO: Muralha, do Flamengo. Ele foi uma das razões de o time carioca ter sonhado com o título. Suas defesas e a segurança que passa para a defesa, o levaram para a Seleção. Vanderlei, do Santos, seria minha segunda opção e, confesso, fiquei muito em dúvida.

LATERAL DIREITO: Jean, do Palmeiras. Um jogador regular numa posição em que não aparecem muitos destaques no futebol brasileiro. Ele é polivalente, útil, aplicado e de boa técnica. Muito importante na campanha do título. Vitor Ferraz era outra opção, mas achei que caiu no segundo semestre.

ZAGUEIROS: Mina e Vitor Hugo. A dupla parece que joga junto desde os juniores do Palmeiras. O colombiano fez o antigo titular crescer. Eles formaram uma combinação segura por cima e por baixo, de boas coberturas. A opção Geromel chegou a ser pensada, mas acho que ele teve uma queda forte até a saída de Roger do Grêmio. Só voltou a atuar melhor nos jogos da Copa do Brasil. Como essa é a seleção do Brasileirão, optei pelos campeões.

LATERAL ESQUERDO: Zeca. Um destro que fez a diferença para o Santos. Importantíssimo nas saídas pelo lado. se firmou como um nome entre os titulares e que pode sonhar com convocações em 2017.

VOLANTES: Tchê Tchê e Moisés. Foram os motores do Palmeiras. Movimentação, marcação, armação. Dividiram todas essas funções. São opções para saída de bola, apoio aos companheiros e ainda chegam para o arremate. Um achado de Cuca.

MEIA: Diego. Mudou o patamar do Flamengo na disputa. Ajudou a equipe na criação das jogadas, movimentação e nas chegadas na área. Com ele, a defesa pôde respirar um pouco porque a bola não voltava tão rápido e o ataque desafogou e passou a ter mais chances de fazer gols.

ATACANTE: Robinho. Num elenco com bons jogadores, ele foi o mais regular. Soube ser homem de armação e de conclusão. Apesar da idade, ainda é um nome em alta para o mercado brasileiro. Marinho, do Vitória, era um nome também.

ATACANTE: Gabriel Jesus. O artilheiro do Palmeiras foi muito bem na média. Fôssemos dividir, poderíamos dizer que ele foi decisivo para a arrancada palmeirense no primeiro turno. No segundo, já vendido ao Manchester City, soube controlar a expectativa da vida nova que terá na Inglaterra a partir de janeiro, com a obrigação de ajudar o Palmeiras a ser campeão. Diminuíram os gols, aumentaram os passes. Continuou importante.

ATACANTE: Dudu. Foi o comandante do Palmeiras na reta final. Virou capitão, cresceu na liderança junto ao grupo e dentro de campo foi fundamental. Além de campeão.

Um gol impedido mal anulado

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O Fla-Flu do segundo turno, em Volta Redonda, pode ficar marcado como o jogo da virada no Campeonato Brasileiro. Menos pelo futebol e muito mais pela lambança que Sandro Meira Ricci aprontou assoprando aquele apito. Torcedores do Fluminense e do Palmeiras estão reclamando com razão, na minha opinião.

Se é verdade que Henrique, e quem mais ali estava ao lado do zagueiro, todos se encontravam em impedimento. Muito bem marcado pelo bandeira. Porém, Ricci, sabe-se lá a razão preferiu ignorar a sinalização e validou o gol do zagueiro do Fluminense. Se valendo da regra que diz que, enquanto o jogo não recomeçar, as decisões podem ser mudadas, os jogadores do Flamengo foram lá pressionar o árbitro.

O banco de suplentes, nesse momento, já tinha recebido a informação do que a TV mostrava: estavam todos impedidos. Depois de muita pressão, Ricci voltou atrás e decidiu revogar o que já havia decidido.

Em que pese a decisão tenha evitado um erro a favor do Fluminense, me pareceu claro que houve uso da tecnologia, interferência externa, para a decisão e isso AINDA não é permitido pela Fifa. E se não é permitido, é tão ilegal quanto um gol impedido e não poderia ser usado. O Flamengo foi beneficiado de um recurso que não está liberado. O juiz, se confiasse no auxiliar que marcou o impedimento, teria se dado melhor.

Poupar ou não poupar, eis a questão!

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Ontem, no Seleção Sportv, debatemos a decisão das equipes, que lutam por títulos ou fogem do rebaixamento, de escalarem os principais jogadores na Copa do Brasil ou Sul-americana. Claro que se trata de uma decisão em que cada time sabe de suas forças e necessidades. Entra ano, sai ano, a essa altura da temporada essa discussão volta à tona.

Minha opinião varia de clube para clube. Vou começar pelos que estão na parte de cima da tabela. Estes, geralmente, tem mais condições de levar duas competições simultâneas. Em tese, tem elencos mais homogêneos, que rendem melhor e que estariam numa situação mais confortável por estarem disputando um título, podendo mesclar titulares e reservas, de acordo com a fadiga do elenco. Nessa situação coloco Palmeiras, Flamengo e Atlético Mineiro. Eu, técnico de qualquer um dos três, pediria ajuda aos universitários. Exames de CK para saber o nível de cansaço e definiria a equipe.

No caso de quem está na luta para fugir do rebaixamento, o tratamento seria outro. Na minha opinião, se você precisa do elenco inteiro para permanecer na elite, qualquer jogo extra será um desgaste desnecessário. Internacional e Cruzeiro precisam mais da permanência da Série A ou de mais um título de Copa do Brasil? A conquista desta poderá compensar um retumbante fracasso com a queda?

Eu usaria a semana para trabalhar os jogadores, o esquema desejado, a estratégia para a próxima rodada do Brasileiro e levaria um grupo reserva para ver o que acontece na primeira partida do mata-mata. Mesmo caso para o Juventude, cujo o acesso para a série B será mais valioso que uma vaga na Libertadores.

Isso se chama trabalho

Mais uma rodada em que líder e vice-líder ganham e se garantem na luta pelo título. Cada um a seu modo. Somando pontos, jogando bem e aproveitando as circunstâncias que aparecem. Tudo devidamente pensado, treinado, trabalhado.

O Palmeiras de Cuca é cirúrgico quando tem que ser. Joga aproximado, com volume de jogo, chegando na área adversária com muita movimentação. Foi assim que rapidamente saiu na frente do clássico em Itaquera. A entrada de Moisés na área deu a ele a chance de forçar o erro da zaga e de ele aproveitar para fazer o gol. A partir daí, era se fechar, jogar no erro do pressionado adversário que as chances viriam. O time tem qualidade técnica para dosar as energias.

Não concordo com a pecha que tentam colocar de Cucabol, como se o Palmeiras só soubesse jogar de um modo. Que modo? Aquele que busca Gabriel Jesus a ponto de estar entre os artilheiros? Só se for por baixo, com bolas infiltradas e de velocidade, pois sabemos que a cabeçada não é lá o forte dele. A arma aérea é com a zaga. Mina, Vítor Hugo, Dracena. Ora pois, gol de cabeça vale menos?  Trata-se de um time que sabe o que fazer com a bola. Tem um repertório de jogadas para o momento e para a dificuldade do jogo.

O Flamengo sofreu mais com a ansiedade do que uma possível boa técnica do Figueirense. Nota-se, claramente, o pensamento de Zé Ricardo no comando. Contra um adversário fechado, com 6 homens no meio-campo, ele avançou os laterais para ganhar amplitude, obrigando o adversário a se esparramar atrás para marcar. Assim, seus homens de meio e principalmente os zagueiros puderam ter condições de enfiar as bolas pelo miolo bagunçando a marcação catarinense. O rubro-negro fez 2 a 0 e poderia ter goleado não fossem alguns erros de finalização.

São duas equipes que tem a cara de seus treinadorores. A de Cuca, um pouco mais aguerrida. A do Zé, ligeiramente mais técnica. As duas são muito boas, eficientes e que dão aos torcedores a alegria de ver os resultados surgindo. Merecem estar onde estão.

 

Brasileirão embolou para valer

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Teremos um jogão na quarta-feira, em São Paulo. Palmeiras e Flamengo vão disputar a liderança de igual para igual. Com um ponto a mais e jogo em sua casa, a vantagem é palmeirense, porém o clube carioca vem de 4 vitórias seguidas e embalado.

Já se sabia que a missão verde seria difícil mesmo diante de um Grêmio pressionado. O empate sem gols acabou comemorado. Mas quem sorriu mesmo foi o vice-líder, que assistiu ao jogo secando e com uma boa vitória de virada em Salvador na bagagem. São 47 pontos contra 46. Quem vencer, fica em primeiro e isolado.

O Atlético Mineiro também pode encostar se vencer, segunda-feira à noite, o Fluminense. A próxima rodada promete. Definitivamente, teremos uma reta final de campeonato imperdível!