A fila do “não” andou mais rápido

oswaldo

Entre todos os nomes pensados pelo Corinthians, o clube ouviu três “não, obrigado”, um outro disse que “adora o Corinthians”. Eduardo Baptista, Fernando Diniz e Roger optaram pela manutenção do trabalho em suas equipes. Certamente, nesse momento, não estariam na fila de técnicos que bateriam na porta corintiana como pretenciosamente disse o presidente Roberto de Andrade, ontem à tarde.

O clube, por tudo o que representa, é o sonho de consumo de vários treinadores. O problema é quais treinadores estão na fila de pretendentes ao cargo. Oswaldo de Oliveira não escondeu o amor pelo time que lhe deu a primeira oportunidade e o maior título, o de campeão do mundo em 2000. Deu a impressão de que está nessa fila, mas, aos 65 anos, se discute muito se está atualizado com o futebol, se daria liga com o grupo atual. Estar empregado no Sport não pareceu ser um empecilho. Primeiro porque a campanha no time pernambucano é ruim e se mantiver a fase, Oswaldo não deverá ter vida longa no Recife. Segundo que, já se sabe, o Corinthians não tem pensado apenas em treinador desempregado.

Entre os “sem salário” está Diego Aguirre. O uruguaio deixou o Atlético Mineiro depois da eliminação na Libertadores e pode ser uma boa aposta se identificarem dentro do elenco corintiano uma vocação para jogar com transição mais rápida, de mais bolas longas, depois de uma compactação forte sem a bola. Isso difere da herança deixada por Tite, uma equipe que procurava tocar a bola e envolver com ultrapassagens e triangulações.

Mais do que contratar um treinador novo, é preciso antes entender o elenco que tem e ver como pode funcionar. Contratar o substituto de Tite por contratar, é encher lacuna e gastar dinheiro. A definição do técnico é essencial para o sucesso de um time e não pode ser decidido apenas pelo gosto de quem chama para conversar. Pior será se for apenas pela presença na fila da porta da esperança.

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