Só sobrou o Carille no jogo do “Resta um”

() SPO

Seis meses atrás, o Blogoleada perguntava quem iria durar entre os três novos treinadores dos grandes clubes da capital paulista. Falávamos de Eduardo Baptista no Palmeiras, Rogério Ceni no comando do São Paulo e Fábio Carille no Corinthians. Havia dúvida sobre o futuro dos três e nem se questionava a chance de Dorival Junior deixar o Santos. Pois bem, no jogo do “Resta um”, esse é o corintiano.

E que ningueem duvida, Carille ficou muito mais pelos resultados do que pelo trabalho. Tivesse perdido o Estadual e surgiriam críticas pesadas a ele. A eliminação na Copa do Brasil estaria pressionando se o time não estivesse em primeiro no Brasileirão, com sete pontos de vantagem e invicto há três meses. O mundo do futebol respira resultados. Seja aqui, na Inglaterra, até na China. Pense num treinador. Sim, ele está pressionado.

A vantagem corintiana talvez esteja no fato de elenco e treinador estarem vivendo o mesmo momento. Os jogadores recém promovidos queriam crescer, mostrar que podiam estar ali. Os atletas consagrados sonhavam em voltar aos dias de glória. E os que chegaram no ano passado e não estavam bem, viram a chance de se firmar. Também vieram bons reforços. Todos compraram o discurso do ex-interino e auxiliar e deu no que deu. Virou o melhor time do país.

Nenhum outro técnico entre os paulistas viveu o mesmo momento. Se Carille tem o mesmo tamanho do grupo corintiano, isso não se aplicava a Rogério e os jogadores do São Paulo. O treinador era o maior ídolo do clube. Nada se comparava a ele. Como controlar um vestiário com tamanho desequilíbrio? E mais, Ceni virou mito como jogador, mas nunca chegou perto de ser um bom treinador. Começou o ano voando no ataque e uma defesa repleta de buracos. Trancou o time, os gol diminuíram na frente e seguiram acontecendo atrás. Sem resultados, caiu.

Eduardo Baptista não teve nem esse tempo. Chegou cercado de desconfiança. Era ele o menor da história. Iria comandar o campeão brasileiro, o primo rico do futebol brasileiro, cheio de astros que o levariam a certeza das vitórias nunca confirmadas em campo. O time sofria para ganhar e a diretoria tratou de trocar.

Até onde vai Fábio Carille ninguém sabe. Seus métodos se encaixaram com os anseios dos jogadores. A diretoria confessa a surpresa com os resultados. A torcida comprou a ideia de ser a “quarta força que decolou”. Uma ironia a quem desconfiava não apenas da capacidade do grupo, mas da possibilidade de chegar a esses resultados.

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