Qual será o futuro de Carlitos?

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Uma conversa com o técnico Guillermo Schelloto ligou o sinal de alerta no Boca Júniors. A cabeça de Carlitos Tevez está dividida entre a dor da eliminação na Libertadores e o futuro no clube do coração. Para esfriá-la um pouco, o time argentino aceitou o pedido do atacante e lhe deu 3 dias de descanso. O que vai acontecer depois depende do ponto de vista.

Schelloto foi até a Imprensa hoje e explicou a reunião com Carlitos. Um encontro no campo do Centro de Treinamento, na frente de todos os jornalistas, em que o jogador lhe pedia descanso para refletir sobre o que vinha acontecendo. Desde quinta-feira passada, ele tem sido criticado. Menos pelo que fez em campo contra o Independiente Del Valle e muito mais pelo que deixou de fazer naquela noite.

As palavras de Maradona deixam claro o desencanto com o ídolo atual por não ter cobrado um pênalti, batido por Lodeiro e defendido pelo goleiro adversário. “Errar todos erram, mas na Juventus era sempre ele quem batia. Ele tinha que ter cobrado aqui”, reclamou Diego.

No ano passado, Carlitos Tevez trocou o conforto de seguir como jogador da Juve para, como ele mesmo disse na apresentação, “voltar a ser feliz”. Em vez do polpudo salário de um gigante europeu, aceitou muito menos para defender as cores de quem o revelou. Mas o sonho virou pesadelo com a má campanha na Libertadores e a consequente eliminação para um time de menor tradição.

O “fico” que Schellotto disse ter ouvido do jogador pode ser uma tentativa de acalmar a torcida e ganhar tempo junto a um jogador acostumado a mudanças bruscas de sentido. Saiu fugido do Corinthians, em 2006, trocou, por dinheiro, o campeão United pelas incertezas do City, e depois largou a Juventus para voltar para casa. Certa vez, disse que encerraria a carreira aos 28 anos. Está com 31. Será que acabou para ele?

 

E não há mais Brasil na Libertadores!

imageA eliminação do São Paulo nas semifinais da Libertadores aumenta o jejum brasileiro de participação em finais da principal competição sul-americana. Já são três anos sem um clube do país. O último, Atlético Mineiro em 2013. De lá pra cá foram dois argentinos, um paraguaio, um mexicano, agora o Nacional, da Colômbia,  e amanhã saberemos se será o Boca Júniors (terceiro argentino) ou o Independiente del Valle, do Equador.

Esse jejum nacional não acontecia por tanto tempo desde 1992 quando o São Paulo quebrou o tabu de sete anos sem um brasileiro na decisão da Libertadores. No caso atual, só estamos reforçando a atual fase do nosso futebol. A Seleção é sexta colocada nas Eliminatórias atrás de, vejam só que surpresa, Colômbia, Argentina e Equador. Há quem ache que estamos olhando o copo meio vazio, que somos eternos pessimistas com complexo de vira-latas. Eu prefiro chamar tudo isso de constatação.