E agora vai largar Bauza?

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Há meses, o técnico Edgardo Bauza vem pedindo reforços para o São Paulo. É bem verdade que o clube demorou em atendê-lo. Ao contrário, viu seu elenco se esfarelar ao longo do primeiro semestre e na abertura da janela europeia perdeu Calleri, que deve ir para o futebol da Inglaterra, e Paulo Henrique Ganso, vendido ao Sevilha, da Espanha.

Os dirigentes são-paulinos responderam com 4 contratações, sendo que duas foram no último dia, ou nos últimos minutos. Aliás, dois escolhidos por Bauza: Buffarini e Chavez, que estavam na Argentina. Mas não é que hoje a imprensa do país vizinho anuncia que a Associação de Futebol Argentino pensa em convidar o técnico do São Paulo para ser o novo treinador daquele país?

Bauza estaria procurando voos para Buenos Aires para ouvir a proposta. Ele, quando perguntando se toparia assumir o cargo de técnico da Argentina, duas semanas atrás, disse que “era o sonho de todo mundo dirigir a seleção do seu país”. O São Paulo se prepara para qualquer decisão,  mas depois de ter atendido os pedidos do señor Edgardo, seria justo perdê-lo? Assim fica difícil confiar na palavra dos treinadores quando reclamam da falta de tempo para trabalhar.

Argentina pode tirar técnico do São Paulo

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Às vésperas de começar a decidir uma vaga nas finais da Libertadores da América, o São Paulo pode passar a conviver com um problema semelhante ao que atingiu o Corinthians nos últimos meses: ver seu técnico como provável nome para assumir a seleção nacional.

No caso são-paulino, o nome de Edgardo Bauza está cotado desde ontem para dirigir a Argentina na sequência das eliminatórias para a Copa da Rússia. Isso porque Tato Martino entregou o cargo hoje diante da indefinição sobre quais seriam os jogadores que poderia contar na Olimpíada do Rio, no mês que vem. A ameaça dos clubes argentinos de não ceder ninguém irritou o então treinador a tal ponto que optou por sair.

A Associação de Futebol Argentino determinou que Julio Olarticoechea será o treinador olímpico. Ele era técnico da seleção feminina e havia assumido interinamente a equipe sub-20 masculina. O problema é achar o nome ideal para conduzir o time principal no momento em que Messi comunicou que não pretende mais defender a seleção e pode ser acompanhado por outros.

Os nomes de Simeone, no Atlético de Madri, Gallardo, no River Plate, Pochettino, no Tottenham da Inglaterra, Sampaoli, que acaba de assumir o Sevilha na Espanha, e Edgardo Bauza, do São Paulo, foram citados pela imprensa local. Para azar dos são-paulinos a resposta do técnico não poderia soar mais como música para os ouvidos dos dirigentes argentinos: “quem não gostaria de dirigir a seleção do seu país”, respondeu, se dizendo triste com a interrupção do trabalho do colega Martino.

Quem assumir terá, em dois meses, o Uruguai, em Mendoza, dia 1º de setembro, e no dia 6, a Venezuela, em Mérida. Terá também que assumir o risco de enfrentar um facão que derrubou seis técnicos em 12 anos, desde que Marcelo Bielsa deixou a AFA em 2004. Depois, foram José Pekerman, entre 2004/06; Alfio Basile, 2006/08; Diego Maradona, 2008/10; Sérgio Batista, 2010/11; Alejandro Sabella, 2011/14; Tata Martino, 2014/16.

 

 

 

 

Bauza e Rueda voltam a se encontrar

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Eles nunca trabalharam juntos, mas Edgardo Bauza já ajudou, e muito, Reinaldo Rueda. O hoje técnico do São Paulo forneceu vários jogadores ao então treinador da Seleção Equatoriana. O argentino dirigia a Liga Deportiva Universitária, de Quito, time que já fizera ser campeão da Libertadores em 2008, e que reassumiu na volta do futebol árabe, em 2010.

Foi nesta época que encontrou Rueda no comando da seleção do Equador. “Conversávamos muito, trocávamos ideias. Sei como ele sabe montar seus times e como gosta de jogar. Por isso sei das dificuldades que teremos”, analisou Bauza.  O Nacional, de Medellin, perdeu apenas um jogo na Libertadores e chamou a atenção especialmente na primeira fase. Se classificou para as semifinais de maneira épica contra o Rosário Central e veio a São Paulo apenas sem Copete, do time titular, negociado com o Santos.

Para combater as armas colombianas, o técnico do São Paulo trabalhou para ter um time que tenha inteligência na hora de ser ofensivo, sem deixar espaços para o contragolpe. “Tem que atacar, mas atacar bem. Jogaremos contra uma equipe que sabe o que faz com a bola. Sabe compactar. Não podemos ter erros, eles te custam caro e te deixam de fora de torneios como a libertadores.”