Tragédia ou assassinato?

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Ainda devastado pela tragédia do vôo da Chapecoense, resolvi escrever para dividir com vocês o que não seria possível no Twitter. Depois de ouvir vários especialistas em aeronaves tratando do assunto, me parece tão claro quanto absurdo, ter havido uma pane seca na aeronave. Já sabemos que havia reclamação a respeito de o comandante, e não por acaso dono da companhia, voar sempre no limite do combustível e que por isso costumava fazer escalas de reabastecimento.

Tratava-se de uma empresa de um único avião, sim, apenas e tão somente um. É como se você comprasse o seu “brinquedinho milionário” e decidisse sair por aí levando vidas para lá e para cá. Qual a segurança? La garantia “soy yo”, neste caso, Miguel Alejandro Murakami, o comandante e sócio-presidente da Lamia. Alguém aprovou. Alguma ANAC sul-americana disse que ele podia fazer esse serviço.

Agora, mesmo que um órgão estatal o libere para cruzar o céu e ainda que o cidadão seja o melhor aluno da classe no curso de pilotagem (não sei se foi o caso), o que leva alguém a indicar essa “companhia aérea” a transportar delegações inteiras irresponsavelmente para lá e para cá? Isso é o que me intriga. Quem indicou a Lamia para a Associação de Futebol da Argentina, para a Chapecoense e para outras tantas equipes de futebol? Por que essa micro-empresa recebeu o apoio de alguém para ser oferecida a times e confederações? Pois se tudo o que se leu e ouviu até agora for comprovado, teremos de deixar de tratar o caso como tragédia e passar a chamá-lo de assassinato em massa.

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