Empreiteira fala sobre arena corintiana

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Não gosto de desmentir notícia de colegas, especialmente de alguém que tenho um profundo apreço como o Juca. Mas, desde ontem, quando li a matéria da “Folha de São Paulo”, as dúvidas tomaram conta da minha cabeça. Seria um absurdo tremendo se o Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos tivesse realizado partidas do futebol em Itaquera se houvesse algum risco no local.

Por maior que seja a lambança que Odebrecht e Corinthians possam estar fazendo ao longo desse relacionamento, não passa pela minha cabeça que alguém coloque em risco a vida de pessoas do mundo todo num evento do tamanho de uma Olimpíada! E olha que eu não compraria um carro usado de nenhum desses dirigentes. Desconfio muito de todos, mas realizar jogos em um estádio sob risco seria demais, acima da minha capacidade de entendimento.

A empreiteira respondeu hoje, com 24 horas de atraso. Mas reproduzo  aqui o trecho que acho que vale a leitura:

“…Quanto às inconsistências do noticiário recente, vale apontar que:

– O referido vazamento de água constatado pela Sabesp ocorreu no início de 2015 e não tem relação com a erosão ocorrida um ano depois no estacionamento.

– O vazamento, de 2015, foi devido a um problema detectado em um registro localizado dentro de uma caixa de passagem, que fez a água escoar por uma tubulação de esgoto, instalada no mesmo local. Ou seja, não houve infiltração no solo.  Em nota, a Sabesp informou em 01/11/2016 que “esteve no local para inspeção e os técnicos constataram que a tubulação da Sabesp está em perfeito estado”.

– A erosão, de 2016, foi ocasionada por chuvas torrenciais e acima de qualquer expectativa na região, tanto assim que a seguradora do estádio foi acionada e ressarciu parte dos danos.

– Também não é verdade que exista um córrego passando por baixo do prédio, sem canalização. Foi executada uma rede de drenagem especifica para esse fim e está em projeto As Built (como construído) que foi entregue ao Fundo Imobiliário ainda no ano de 2015.

– Quanto aos pontuais descolamentos de placas de granito das paredes, estão sendo avaliadas as reais causas de modo a impedir novas ocorrências dessa natureza. A construtora instalou mais de 30 mil metros quadrados desse material em pisos e paredes do estádio, sem o registro de nenhum problema relacionado à má instalação.

– Houve sim, há mais de um ano, queda de parte do forro em área restrita da Arena, e a Construtora tomou todas as medidas necessárias para corrigir o fato e garantir o acesso dos torcedores ao local sem quaisquer riscos.

– Não procede a informação de queda de placas de Techlan das fachadas no gramado ou na arquibancada.

Todos os trabalhos realizados na Arena tem as respectivas ARTs (Anotações de Responsabilidade Técnica), que servem par atestar a responsabilidade do executor. O CREA fazia visitas quinzenais à obra, verificando inclusive as mais de 200 ARTs assinadas por engenheiros ou arquitetos

Por fim, é preciso ainda esclarecer que a CNO garante a qualidade da construção, sendo responsabilidade do Fundo a sua manutenção.”

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