Um presidente em seu labirinto

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A contratação atrapalhada de Oswaldo de Oliveira, o pedido de demissão de Eduardo Ferreira, o isolamento de um presidente. Esses fatos me levaram a ver como Roberto de Andrade se perdeu no comando do Corinthians em tão pouco tempo.

Eleito em fevereiro do ano passado e com um ano e mais um pouco de mandato, ele se encastelou de tal modo que parece ser inatingível. Nunca teve um vice-presidente de futebol, o diretor do departamento, Sérgio Janikian, durou apenas meses no cargo. Não foi reposto. O supervisor era Andrés Sanchez. Quando ele saiu, a função desapareceu. Por último, brigou com o vice-presente geral, Jorge Kalil,

O futebol sofreu o desmanche dos jogadores. Depois, perdeu toda a comissão técnica para a Seleção Brasileira. O departamento corintiano neste momento é dirigido por Roberto e um ajudante: o ex-jogador Alessandro, que de coordenador passou a gerente de futebol. É deles a missão de achar um técnico.

O presidente, de forma monocrática,  decidiu por Oswaldo de Oliveira, mas ainda não teve coragem de anunciá-lo. Contrariado, Eduardo Ferreira, pediu para sair hoje e já levou uma estocada do ex-chefe: “Todo clube existe política, esse ciúme de homem que é pior que de mulher.” Roberto tem a caneta, o dinheiro. Tem o poder. Só não tem companhia. Talvez apenas um espelho para lhe servir caso queria um diálogo.

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