A dura missão de Cristóvão

CAMPEONATO BRASILEIRO 2016 SANTOS X CORINTHIANS
Foto: Rodrigo Gazzanel

As redes sociais ficaram lotadas de críticas ao trabalho de Cristóvão Borges, ontem à tarde. Todos reclamando sobre as alterações feitas pelo treinador quando o Corinthians ganhava do Santos por 1 a 0. Mexeu mal e levou a virada. Sim, ele errou ao tirar Gustavo, único centroavante da equipe. Porém, àquela altura a equipe já era sufocada pelos donos da casa e havia perdido a disputa do meio-campo.

O técnico justificou que tentou dar vida nova ao ataque, que já não segurava a bola na frente. Aí, ele deve ter olhado para o banco e viu três volantes de contenção ( Cristian, Jean e Willians ), Romero, atacante que funciona melhor jogando aberto, Isaac, centroavante nunca testado, e Marquinhos Gabriel, que funciona como meia e atacante. Cá entre nós, o certo seria torcer para ninguém se machucar porque as opções são quase nulas.

Gustavo não foi bem mesmo no primeiro jogo em que entrou de titular. Funcionava, apenas, como homem mais à frente a segurar os zagueiros santistas. Tirá-lo de campo, serviu como sinal verde ao Santos para poder atacar sem freio. Aliás, Dorival Júnior tinha acabado de trocar um dos volantes (Tiago Maia) por  um que joga mais avançado (Vecchio). A senha santista era: avançar e assim se deu.

Era um momento exato para pôr Danilo, se não estivesse machucado, ou Guilherme, que também está no departamento médico. Cristóvão não tinha para onde correr. Logo depois, Giovanni Augusto sentiu dores musculares. O técnico pensou em fechar a casinha já que a partida estava empatada. “Ponho um volante de contenção e avanço o Camacho”, deve ter pensado. Escolha você, leitor. Qualquer um dos outros dois faria diferente do Willians? Vamos aos gols santistas: Qual a culpa do treinador se o zagueiro comete uma falta infantil contra um adversário de costas para o gol e dentro da área? E quem estava marcando o Renato no segundo gol? Fagner.

O que falta ao Corinthians, além de jogador, é recurso técnico e tático. Aí sim, deve-se culpar o técnico. Se o elenco é esse e horroroso, ele tem que procurar mexer nas funções dos próprios jogadores. Traz o Uendel por dentro e bota o Arana, na esquerda. ou o Fagner na direita e lança o Príncipe. Crie condições de surpreender o adversário. Essa pobreza tática é culpa de Cristóvão. A pobreza técnica deve ser debitada ao presidente. Do jeito que deixaram o elenco, mexer no time titular é quase impossível.

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