Será esse o Corinthians de Cristóvão?

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Foto: © Daniel Augusto Jr. / Ag. Corinthians

Ainda é muito cedo para qualquer conclusão, e pode até ser precipitado, mas o trabalho de Cristóvão Borges, que na quarta-feira vai completar um mês, já mostra uma tendência desse novo Corinthians. Em três partidas disputadas em Itaquera, a equipe passou a não ter uma posse de bola tão grande e tem usado muito o contragolpe para chegar até o gol do adversário em vez de, para usar uma expressão mais atual, tentar propor o jogo como acontecia na Era Tite.

Os números comprovam a tese. No clássico com o São Paulo, a posse de bola ficou  dividida 50% para cada um. Já diante do Flamengo, a vantagem foi carioca (47/53). Apenas contra o Santa Cruz, o Corinthians conseguiu impor o ritmo (56/44). O time de Cristóvão tem apostado, e muito, na organização defensiva do elenco, capaz de suportar pressões como as vividas diante do Atlético, na estreia em Minas, Flamengo, Chapecoense e ontem contra o São Paulo.

A tentativa, aparentemente, é atrair  o inimigo para o seu campo, recuperar a bola e fazer uma passagem rápida ao ataque seja com bolas longas para Romero e Marquinhos Gabriel, ou com tabelas com apoio do meio-campo e laterais. Por isso, nas partidas em sua casa, o Corinthians tem passado mais aperto do que acontecia antigamente e conseguido ter mais contragolpes do que os adversários. No clássico foram 16 a 5. Na goleada contra o time carioca, 4 a 1, sendo 3 em situações que resultaram em gols.

É uma estratégia e está claro que ter a posse de bola não assegura vitória. O problema é esperar que seu sistema defensivo não falhe, ou, o que ainda é mais arriscado: que o ataque do outro time não funcione. Seria mais seguro melhorar a quantidade de desarmes ou roubadas de bola. O São Paulo ontem mostrou-se muito melhor. Fez 73 desarmes, 30 a mais do que os donos da casa, e também roubou mais (20 a 21). Nos outros dois jogos em Itaquera, esse quesito foi também ruim. O Flamengo desarmou vinte vezes a mais e o Santa Cruz, dez.

O corintiano pode rebater dizendo que Bruno Henrique é o jogador que mais desarmes fez na competição. E é verdade. Mas para quem pensa em brigar pelo título, isso é muito pouco. Um jogador só não faz um Timão.

 

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