Noel, Pep e o desafio de treinar o City

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Agora com calma. Vamos falar do encontro entre Noel Gallagher e Pep Guardiola, ontem à tarde, dia da apresentação oficial no Manchester City. Um é torcedor famoso do lado azul da cidade. O outro, seu novo treinador. Numa ótima ação de mídia do clube, a conversa tem muitos momentos interessantes. Pena, não haver legenda. Vamos tentar resumir por aqui:

O ex-técnico do Barcelona e do Bayern explicou que o namoro entre ele e o clube vinha desde os tempos em que era jogador, mas não houve acordo porque o City “percebeu a péssima forma em que eu estava”. Porém, desde que Ferran Soriano trocou o time catalão pelo inglês, vinha tentando levar Guardiola para lá. Agora que deu certo, o treinador chega para “aprender”. Sim, o maior nome entre os treinadores se diz um principiante em termos de Premier League e que não tem ideia de como será sua passagem. “Não sei nada daqui”, confessou diante de um incrédulo astro pop. Ainda quis saber por que  a torcida não cantava nenhuma música do Oasis para embalar o time. Um desenchavido Noel respondeu realmente não havia e que eles costumavam cantar “Blue moon”. E o espanhol lembrou que ouvira “Hey Jude”, dos Beatles. “Mas essa só no intervalo”, disse o cantor.

A partir de agora, Pep vai tratar de conhecer os jogadores e convencê-los a atuar do modo que gosta de ver. “Diziam que seria difícil na Alemanha e conseguimos, apesar do desapontamento em não ganhar a Champions. Diziam que lá não daria certo. Aqui também. Mas é um desafio, não apenas para mim, para o time. Não será fácil.”  Com a presença, segundo Noel, de cinco dos sete melhores técnicos do mundo na Inglaterra, será difícil sair enfileirando vitórias no campeonato, ao que Pep disse “vou tentar convencer o meu time de que, se ganhou no último jogo, por que não repetir agora no segundo. E se der certo, por que não tentar fazer de novo no terceiro. Esta é a razão de estar aqui, conseguimos na Espanha e na Alemanha, vamos tentar na Inglaterra.”

Guardiola deixou claro o grau de exigência que costuma ter. Fanático por futebol, diz que pensa nele 24 horas por dia e que ao mesmo tempo que pode dizer a um jogador que o odeia, pode, depois de 5 minutos,  o amá-lo.  “Adoro o que faço e eles precisam perceber que apenas penso no trabalho deles.” O desafio será convencê-los a fazer o que ele quer. O primeiro passo é classificar para a fase de grupos da Champions.

Ele disse não querer, ao fim do contrato, deixar legado algum. Que troca de clube apenas para aprender sempre. “Serei feliz se quiserem jogar como eu quero. Quero lutar pelos títulos, mas a relação com as pessoas será o mais importante. Nossa torcida terá orgulho e nós.” Segue o link. http://www.mancity.com

 

 

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