Um ano para acabar com o incômodo jejum

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Está longe, falta muito, mas a temporada 2016 está prometendo acabar com uma longa fila. Disputado um terço do Brasileirão, apenas seis pontos separam o líder Palmeiras do sétimo colocado, Atlético Mineiro. O que os dois têm em comum além da boa fase? O jejum de títulos nacionais. Tudo bem que só nesta década o Palmeiras ganhou duas vezes a Copa do Brasil e o time mineiro fez uma inesquecível festa para o título da Libertadores de 2013. Mas os dois sonham em voltar a botar a mão na taça que não vêem há décadas. E bota décadas nisso!
A fila atleticana é a maior desde que o Campeonato Brasileiro começou a ser disputado com este nome em 1971. Foi o campeão daquele ano com um time dirigido pelo então jovem e ex-jogador Telê Santana. Depois disso foram cinco vice-campeonatos. Com elencos fortíssimos como o de 1977, com Cerezo, Marcelo e Reinaldo. Bateu na trave em 1980 diante do incrível Flamengo de Zico e já na era de pontos corridos, duas vezes, sendo a última no ano passado. Já são 45 anos e o agora dirigido por Marcelo Oliveira vive o melhor momento da competição com quatro vitórias seguidas e 12 pontos conquistados.

 

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Embalado, aparece como o time que pode bagunçar a ponta do campeonato. O Atlético pode tirar proveito da fase irregular do clube que detém a segunda maior fila: o Internacional. O título de 1979 foi invicto e o último. Esse ano dava a impressão de que chegaria forte, mas nos últimos cinco jogos tem oscilado muito. São três derrotas. Deixou a liderança e está na quarta posição, a última que dá vaga para a Libertadores. A torcida acredita que depois de bater na trave quatro vezes, esse seja o ano colorado de acabar com a escrita que dura 37 temporadas.
Entre todos os sete times, o Palmeiras é que vem animando mais seus torcedores. Líder, com três pontos de vantagem sobre o segundo colocado e sem dar chance aos adversários em casa. Sete jogos, sete vitórias. Esse elenco não é tecnicamente igual ao de 1994, de Edmundo, Evair, Rivaldo, Cesar Sampaio, mas dá a sensação de que não fará como o de 2009 quando o clube liderou por várias rodadas e no terço final da competição começou a fazer água a ponto de sequer se classificar para a Libertadores.
O desafio é longo, uma ansiedade interminável. Até dezembro, muitas mãos serão esfregadas, seguidas da frase: “esse ano vem”. E pela bola que estão jogando Palmeiras e Atlético, não dá para dizer que as chances não são grandes e a fase animadora.

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